Audições AMDA

14 04 2011

A AMDA (American Musical and Dramatic Academy) abre audições este ano para as Faculdades de Teatro Musical, Interpretação e Dança. Os testes serão realizados no Brasil no dia 11 de junho de 2011 para as unidades de Nova York e Los Angeles.

O contato, agendamento e dúvidas devem ser feitos diretamente com a Faculdade pelo telefone (00 XX)1.800.367.7908. Informações adicionais sobre datas de início dos cursos e mensalidades podem ser conferidas no site www.amda.edu.





Solucionador de Problemas Para Teatro Musical

17 09 2010





A GRANA EM FOCO – Remuneração e não-remuneração de atores.

16 09 2010

Falar de dinheiro na nossa cultura está geralmente ligado ao lado negro da ambição ou da desigualdade. Igrejas corruptas, política corrupta, ricos sonegadores, malandragem grande e pequena por toda parte pra garantir o lucro próprio. Para alguns que tem grana de sobra, existe até a culpa de se ter tanto enquanto outros quase nada tem. Pra outros, não ter e querer ter pode ser o passo inicial pra uma vida de comparação, insatisfação e preconceito ao tratar como duvidosa a origem de qualquer riqueza ou sucesso acima do que minha inveja considera desejável ao outro mais do que a mim mesmo.

Bom, analisar reações sociais, psicológicas e econômicas do ser humano com o dinheiro eu deixo para os especialistas. E o que dizer do glamour falso que se cria em torno da riqueza e dos luxos que os artistas podem conquistar?

Nos extremos do showbusiness, celebridades com competência artística ganham centenas de milhares pra serem exclusivas e artistas anônimos também competentes (sobre incompetência a gente teria que tratar em outro texto) trabalham de graça em troca de vale-coxinha e ou em troca da única personagem mais famosa e evocada que a própria fama nesse meio – a oportunidade.

E é no discurso inicial da oportunidade que o glamour desaparece e dá lugar à realidade, à mentalidade dos ambiciosos negociadores do showbusiness que solapa a relação profissional no tocante a um fundamento simples de qualquer proposta capitalista de negócio – trabalho versus salário. Se mais alguém tem que tocar no assunto… vamos lá.

Falando de artistas, trabalhar sem remuneração por amor à realização da sua arte chamo de PAIXÃO. Isso é bonito.
Trabalhar com amor pelo ofício da arte tendo remuneração pelo tempo dedicado, chamo DIGNIDADE. Isso é melhor e mais lindo ainda.

Entre paixão e dignidade, ou as duas coisas ao mesmo tempo, cabe a escolha pessoal de cada artista.

O problema é a realidade aqui no Brasil que afronta o ofício e o trabalhador das artes no que se refere à remuneração. Aqui, geralmente vende-se de cima para baixo, leia-se, de quem contrata para o contratado, a mentalidade que remuneração é o mesmo que premiação, gratificação. O que é uma falácia, uma mentira oportuna.

Remuneração é a troca financeira, justa, pela qual o remunerado adquire em moeda a capacidade de escolher o que comprar, pagar, adquirir, investir. Com essa remuneração, pagamos as contas, trocamos as roupas, comemos, ou nos premiamos com lazer. O discurso colonial tupiniquim que mistura as definições de remuneração com “favor”, “gratificação”e “reconhecimento” vem dessa mentalidade vertical e mercenária dos que também discursam amor, paixão, dedicação e abnegação pela arte, enquanto, no final, no fechar das cortinas, o verdadeiro e único aplauso se deve aos artistas, os únicos que de fato poderiam medir a PAIXÃO pela arte, porque esses sim realizam, concretizam e sustentam um espetáculo muitas vezes sem grana alguma, do início ao fim.

Essa PAIXÃO eu sei que muitos artistas valiosíssimos tem e doam generosamente pela arte, independentemente do retorno financeiro. Mas do ponto de vista da remuneração, falta proporcionar DIGNIDADE. E quanto a isso o que estão fazendo os produtores, os facilitadores do showbusines? Estão convencendo pelo velho discurso ou planejando o orçamento pra que seja possível assumir o compromisso de se remunerar atores como assumem o compromisso de pagar técnicos, locações, direitos autoriais e os salários dos executivos? Estão no teatro tentando convencer que apenas participação no lucro da bilheteria é uma gratificação ou uma punição pela capacidade do artista em pescar o bolso do público pelo palco e que isso é o mesmo que remuneração? Ou estão nos cinemas e nas casas noturnas justificando a não-remuneração do artista com o desculpas reais de alto custo de logística de produção e captação de recursos que se justificam por si, mas não legitimam o detrimento do valor e do preço do trabalho do ator, da banda, do técnico e do artista em geral? Ou será porque o discurso da PAIXÃO obviamente não cola tão bem na relação profissional com o fornecedor de alimento, cenografia e energia elétrica como cola no trabalho do ator ou músico? Aliás, diga-se de passagem, músicos, garçons e técnicos, nas relações profissionais, estão bem à frente dos atores pela garantia dos direitos de remuneração.

Lembrando que estou tratando aqui exclusivamente de remuneração, porque no quesito PAIXÃO pela arte, com todas as renúncias que ela envolve, a maior parte de generosos artistas constrói um caminho e luta pela própria DIGNIDADE sem precisar mendigar a ninguém, precisando apenas que aqueles que podem e devem, retribuam com remuneração justa ao trabalho que o artista dá em troca.

Espero não ter sido rude com ninguém nessa reflexão que me toma tempo, raciocínio e compromisso por relações mais justas no chamado “showbusiness”- se é que podemos chamar de business alguns shows que existiriam e existem mais pela pura beleza artística que os artistas emprestam do que pela capacidade do próprio business de exibir um raciocíno e uma atitude que se espera de qualquer business primário quanto à importância do artista como peça fundamental do negócio.

Simon Valadarez, ator e jornalista.





Conheça Atores do Musical Era Uma Vez (Into The Woods)

25 08 2010

O musical Into the Woods ganhará versão nacional com o nome de Era Uma Vez. A produção tem direção geral de Felipe Senna e Armando Bravi Filho. O espetáculo começa sua temporada a partir de 28 de agosto, no Teatro Brigadeiro, na capital paulista.

Com texto de James Lapine e composições de Stephen Sondheim, o espetáculo é inspirado no livro The Uses of Enchantment, de Bruno Bettelheim. A montagem estreou nos Estados Unidos em 1986, no Old Globe Theatre, em San Diego.

Nesta versão brasileira, 22 personagens são interpretados por um elenco de 18 atores, ao lado de uma orquestra de 15 músicos. Após terminar mais um dos ensaios, um grupo de atores falou um pouco dos personagens e da atmosfera de Into the Woods.


Thiago Lemmos – Padeiro
“O Padeiro, sua mulher e a bruxa formam um trio que amarra a trama principal e passeiam pela vida dos outros personagens. Ele faz a costura do espetáculo e está sendo um grande presente. É um tipo de personagem que nunca fiz, um cara mais simples, do povo, um pouco medroso. O mais legal é que ele consegue crescer com sua diversidade, isso fica evidente a cada nuance, cada momento”.

Thiago Lemmos uniu o útil ao agradável quando juntou música e teatro, a partir deste momento, começou a estudar mais a fundo sobre os musicais. Atuou em Aida, encerrou a turnê de O Mágico de Oz interpretando o Homem de Lata. Em A Bela e a Fera, deu vida ao personagem Gaston. Ao final deste último espetáculo, entrou no elenco de Into The Woods. “Estou muito feliz, espero que seja um grande sucesso”.


André Tonanni – Príncipe da Rapunzel
“Meu personagem é aquele príncipe encantado dos Contos de Fadas, ele vai ao bosque procurar a Rapunzel, entretanto não consegue completar sua missão, pois ele é um pouco atrapalhado e muda de idéia no meio da história”.

O ator se especializou em teatro musical em Nova York, na Steps Academy, Sapateado na Broadway Dance Center e Street Jazz, na Alvin Ailey Dance Foundation. Tonanni também está investindo em sua carreira musical e lançará um CD em outubro com um estilo Pop/Dance. http://www.andretonanni.com


Luciana Andrade – Cinderela

“Cinderela é inocente, sofre com a perda da mãe e com o tratamento da madrasta. Além disso, tem um pai ausente. Durante o espetáculo, ela vai crescendo, criando até uma profundidade, fugindo um pouco da personagem da Disney. Ela é fascinante”.

Esse é o primeiro trabalho de Luciana Andrade no teatro, que está feliz por participar de um trabalho de Stephen Sondheim. Ao mesmo tempo, ela tem uma carreira voltada para o mundo da música, ao todo são 16 anos dedicados a esta arte. Luciana já atuou no filme Abracadabra e foi uma das integrantes do grupo Rouge. “Estou fascinada, aprendo muito com os atores e os diretores”.


Heloisa de Palma – Chapeuzinho Vermelho

“A personagem tem uma história bem conhecida, ela não pode sair do caminho para levar seus doces para a vovó. Ela procura sempre ser certinha e também é um pouco individualista.”

A atriz é formada pelo Teatro-Escola Célia Helena, aprofundou seus estudos em teatro musical na Mountview Academy of Theatre Arts, em Londres. Entre seus principais trabalhos estão: Les Misérables, Grease. Recentemente, atuou em Hairspray, como Penny. Além disso, ela é uma das atrizes confirmadas para o elenco de Mamma Mia, que estreia em novembro em São Paulo. “Sempre gostei de Into The Woods, cheguei até atuar nesse espetáculo no teatro amador”.


Fábio Visconde – Narrador e Homem Misterioso

“O Narrador apresenta as situações, reforça, faz alguns comentários, pois esta é uma grande história. Ao mesmo tempo, interpreto o Homem Misterioso, um personagem que não se sabe muito sobre ele, além de ter uma grande importância na trama”.

Visconde tem uma formação voltada para o mundo do teatro, porém também entrou em contato com o canto lírico. Já fez alguns filmes, novelas e sempre quis fazer parte dos musicais, algo que se concretiza com Into The Woods. “Estou adorando, o elenco é maravilhoso, a produção e direção são bem competentes, a sinergia é maravilhosa”

Fonte: Click Cultural





T4F Aposta em Nova Estratégia de Marketing

6 08 2010

Uma noiva passeia pelas ruas de São Paulo com o seguinte recado: “prepare-se para o casamento mais emocionante do ano”. No shopping Iguatemi, na zona sul da capital, consumidores recebem garrafas de água com a frase “Aceito – Prepare-se para o casamento mais emocionante do ano”. O site A Noiva do Ano ainda cadastra interessados que querem saber mais sobre as apresentações. Estes são os teasers que prometem agitar a cidade para o lançamento do musical Mamma Mia!, que chegará a São Paulo em novembro deste ano pelas mão da Time for Fun (T4F).

As ações de marketing de guerrilha são parte do planejamento criado pelo departamento de marketing da companhia, que pretende, assim, promover buzz sobre a chegada do show no Brasil, gerar awareness sobre o conteúdo do espetáculo e anunciar a abertura de vendas dos ingressos. O teaser ainda contará com anúncios em jornais e no UOL.

“Pretendemos comunicar de forma diferente por que o mercado está mudando. Vamos sair da mídia tradicional para o mundo do entretenimento“, explica Susana Arbex, diretora de marketing da T4F. Susana ainda destaca as quatro mil garrafas d’água com rótulos customizados. “Com isso, conseguimos comunicar de um jeito divertido, sem ser invasivo. E ainda distribuímos um brinde consumível, não poluente”, pontua.

A revelação do teaser acontece a partir desta sexta-feira, 6. A T4F colocará um anúncio de uma página nos guias da Folha de S. Paulo e de O Estado de S. Paulo, além de veicular, também em uma página completa, nos cadernos de cultura dos dois jornais no sábado. “Os anúncios em jornais ainda são realidade, mais ainda do que na televisão“, explica a executiva. Além disso, a partir do dia 12, uma noiva vai circular pelo Metrô de SP com uma faixa, que divulga o site do musical (www.musicalmammamia.com.br), ainda fora do ar.

O Bradesco Seguros será patrocinador máster das apresentações. Clientes dos cartões American Express e Bradesco terão benefícios exclusivos. O co-patrocínio será de Telefonica e Cielo.

Fonte: MMOnline





Into The Woods Brasil

21 07 2010

O musical “Into the Woods” ganha sua versão nacional, ERA UMA VEZ, com direção geral de Felipe Senna e Armando Bravi Filho. O espetáculo cumpre temporada a partir de 20 de agosto, no Teatro Brigadeiro, numa realização da Master Produções, com patrocínio da NET.

Com texto de James Lapine e composições de Stephen Sondheim, “Into The Woods representa o ponto de maturação desta arte e tornou-se, por essa razão, um grande marco na história do teatro musical norte-americano” adianta Armando Bravi, que ressalta ainda a identificação imediata do público com os símbolos e personagens com quem tiveram contato nos primeiros anos de vida.

Felipe Senna completa “é através destes personagens das fábulas que o espetáculo chama atenção para as responsabilidades de cada indivíduo a partir de seus atos – e da humanidade como um todo”. A história, universal e atemporal, é contada com o que os diretores classificam como “uma aula de acabamento”, por sua linguagem sofisticada e um profundo refinamento musical, que estimula a percepção e os ouvidos da platéia.

Assim, 22 personagens são interpretados por um elenco de 18 atores – entre eles Keila Bueno, Pedro Ometto, Heloísa de Palma, Luciana Andrade e Neusa Romano –, ao lado de uma orquestra de 15 músicos. A versão brasileira é de Armando Bravi e a ficha técnica da montagem traz ainda figurinos de Alba Martins, design de luz de Thiago Bonanato, design de som de Guilherme Paterno e visagismo de Anderson Bueno.

Felipe Senna – Direção e regência
Bacharel em Composição e Regência pela Unesp, iniciou os estudos musicais aos seis anos de idade e já aos quatorze anos era professor. Com apenas 30 anos de idade, Senna está no seleto grupo de artistas respeitados em ambos os meios erudito e popular, com livre trânsito do sinfônico ao teatro musical. Trabalhou no Brasil e exterior como diretor musical, arranjador e pianista ao lado de grandes personalidades da música brasileira: Airto Moreira, Toquinho, Jane Duboc, Claudete Soares, Nailor Proveta, Filó Machado e Léia Freire, além de importantes orquestras no cenário paulista como a Banda Sinfônica do Estado de São Paulo e a Orquestra Sinfônica da USP. Participou dos musicais Chicago e O Fantasma da Ópera e dos brasileiros Baile Estelar e Edu e a Orquestra Mágica. Foi diretor musical das montagens brasileiras de Os Produtores e Hairspray, bem como da ópera Porgy and Bess no Theatro São Pedro, em São Paulo. Entre outros prêmios ganhou o Concurso Nacional de Composição Camargo Guarnieri (2007) e o Concurso Nacional Ritmo e Som (2002).

Armando Bravi – Direção e coreografia
Natural de Jundiaí, SP, Bravi se profissionalizou como ator e bailarino (SATED). No Brasil trabalhou junto ao Theatro MunicipaldeSão Paulo, Centro Cultural São Paulo e Secretaria Municipal de Cultura, enquanto fazia direção artística e coreografia em casas noturnas da cidade. Vencedor do prêmio de melhor coreógrafo na categoria dança contemporânea no ENDA – Encontro Nacional de Dança, 1990. Há 20 anos fixou residência em Nova Iorque, onde desenvolveu estudos no teatro musical “ao vivo”. Fundou em 1992 a HTC – Hypothetical Theatre Company, companhia de teatro off-Broadway (1992-2009). Em 1992 integrou o elenco principal de Ellis Island Stories, produção da HTC com apoio do governo federal dos Estados Unidos. Como professor foi convidado para ser membro da equipe de Mestres de Teatro Musical da Universidade de South Hampton, Long Island, NY. Até o final da década de noventa integrou a comunidade teatral nova-iorquina como membro da equipe de produção em Broadway Cares / Equity Fights AIDS e Broadway Flea Market, shows beneficentes em apoio à luta contra a doença que tanto afetou a classe artística.

Keila Bueno – Mulher do Padeiro
Atriz, bailarina e cantora, começou sua carreira profissional em 1987 com o musical Hair. Desde então teve participação em montagens como “As Noviças Rebeldes”, “Os Lusíadas” , “Vitor ou Vitória”, “A Bela e a Fera”,”Rent”, “Chicago” e “Sweet Charity”. Foi assistente de coreografia no musical “O Despertar da Primavera” (2009) e recentemente assistente e diretora residente do espetáculo “Pernas Pro Ar”, com Claudia Raia. Na TV atuou em “A Viagem”, da Rede Globo, e numerosas campanhas publicitárias.

Thiago Lemmos – Padeiro
Ator, cantor, músico e preparador vocal, dedica-se há 12 anos a carreira artística. Foi tecladista e crooner de bandas durante 9 anos. Entre 2004 e 2007 integrou o Estúdio Vozes, como solista e corista do espetáculo “Vozes da Primavera”, em números de “Hair”, “Miss Saigon”, “Cats”, “A Chorus Line”, “Ópera do Malandro”, entre outros. No mesmo grupo também foi solista e diretor musical de diversos pocket-shows de musicais. No teatro musical atuou em “Aída”, e nas turnês de “O Mágico de Oz”(Homem de Lata), “Pinocchio” (João da Escola) e “A Bela e a Fera” (Gaston), pela Black&Red. Na mesma companhia, também assinou a direção vocal de “Peter Pan”.

Heloisa de Palma – Chapeuzinho Vermelho (Cover Mulher do Padeiro)
Formada pelo Teatro-Escola Célia Helena, aprofundou seus estudos em teatro musical na Mountview Academy of Theatre Arts, em Londres. Entre seus principais trabalhos estão: “Les Miserables”, “Grease”, “Peter Pan – Todos Podemos Voar”, “Mágico de Oz”, “A Sessão da Tarde”, “O Castelo Ra Tim Bum” e, recentemente, “Hairspray”, como Penny. Também participou de shows da Disney como cantora, e da parada da Disney Momentos Mágicos (RJ, 2009), como assistente de direção.

Natalia Quiroga – Chapeuzinho Vermelho (Cover Cinderela, Florinda e Lucinda)
Natural de Brasília, teve aulas com o professor Alírio Netto, participou dos espetáculos “Disney para Piano e Voz 3” e “Uma Noite no Cinema” com a ALEBRA (Associação de Livres Espetáculos de Brasília). Integrou a Escola de Teatro Musical de Brasília e foi professora de canto no Instituto de Música do Distrito Federal. Cursou Bacharelado em Artes Cênicas por três anos na Universidade de Brasília e segue os estudos na Escola Superior de Artes Célia Helena. Atualmente dá aulas de canto em parceria com o professor Rafael Villar.

Beto Sargentelli – João (Cover Lacaio e Príncipe Rapunzel)
Ator, cantor e músico. Iniciou sua carreira artística aos 13 anos em propagandas publicitárias e também como vocalista e violonista, tanto solo como em bandas de estilos variados. Em seu currículo estão os espetáculos teatrais “A Guerra dos Sexos”, “A Rua da Amargura”, “Gaia”, “O Despertar da Primavera” como Moritz Stiefel, “Senhorita Else”, ”Grease”(Pocket-Show) como Danny Zuko, “Cada um a seu modo” como Diego Cinci, ”Nos Embalos da Jovem Guarda Show” e o sucesso de crítica “Meu Amigo Charlie Brown”,como cover de Snoopy, Charlie Brown, Lino e Schroeder.

Bene Monteiro – João (Cover Lacaio)
Iniciou seus estudos na ETMB (Escola de Teatro Musical de Brasília). Estreou no teatro musical brasileiro com “HAIRSPRAY”, interpretando o personagem Seaweed. Participou da parada Disney Momentos Mágicos como cantor solista. Foi assistente de dança na escola Claude Debussy e integrante do grupo Dinner Show.

Rachel Alonso – Rapunzel (Cover Cinderela)
Bacharel em canto e arte lírica pela Universidade Estadual Paulista – UNESP. Desde 2006 estuda com Márcio Gomes. Recentemente foi premiada no XIII Concurso Internacional de Canto “Maracanto”, realizado em São Luís, no Maranhão. Esteve no elenco de diversas óperas, incluindo “Bastien Und Bastienne”, de W. A. Mozart; “A Ópera dos Três Vinténs”, de Kurt Weill; “Trial by Jury” de Gilbert & Sullivan; “A Viúva Alegre” de Franz Léhar; “Magdalena” de H. Villa-Lobos; e “El Niño Judio” de Pablo Luna, além de recitais e concertos solo.

Pedro Ometto – Príncipe Cinderela e Lobo-Mau (Cover Narrador)
Bacharel em Música com habilitação em Canto Lírico pela Unesp, o barítono Pedro Ometto tem se apresentado regularmente em papéis protagônicos de óperas, como em “O Feiticeiro” e “Pinafore”, de Gilbert & Sullivan; “Rita” e “Viva la Mamma”, de Donizetti; “Orfeu no Inferno”, de Offenbach; “Der Mond”, de Carl Orff; “Moscou, Tcheryomushky”, de Shostakovich; entre outras. Teve aulas de técnica vocal com o tenor Benito Maresca, além de ter tomado parte em masterclasses com renomados cantores nacionais e internacionais, como Fernando Portari, Rosana Lamosa, Michael Chioldi, Mara Zampieri e Juan Pons. Faz sua estréia no teatro musical esse ano, em “Into the Woods”. Estuda atualmente com o barítono Márcio Gomes.

André Tonanni – Príncipe da Rapunzel (Cover Lacaio)
Formado em Administração (FAAP) e Marketing de Serviços (FGV), abandonou a carreira administrativa para se especializar em Teatro Musical em NY na Steps Academy, Sapateado na Broadway Dance Center e Street Jazz na Alvin Ailey Dance Foundation. No Brasil estudou na Escola de Atores Wolf Maya, Conservatório Musical Souza Lima e Instituto Voice. Compositor e pianista, Tonanni foca em seu 2º CD Solo com lançamento Brasil/Europa em 2010 e atualmente é sócio do Teatro Silvio Romero e ABTM (Academia Brasileira de Teatro & Musical) http://www.andretonanni.com

Thais Piza – Florinda (Irmã da Cinderela) e Cover Rapunzel
Atriz, estudou canto com Antonio Pesotti e dança com Ivana Vendemiatti. Iniciou a carreira em Piracicaba, interior de São Paulo, como cantora em espetáculos de dança e musicais como “A pequena Sereia“, onde fez a Bruxa Úrsula, “Hércules“ e “Sonho de uma noite de Verão“. Em São Paulo atuou em montagens como “AIDA“, “Versos de Hollanda“ como Maria da Glória, “Na voz da atriz aquela canção“, “Os Saltimbancos“, entre outros.

Erika Andrade – Lucinda (Irmã da Cinderela) e Cover Mãe de Cinderela
Iniciou seus estudos de canto aos quinze anos na Universidade Livre de Música (ULM). Na ópera esteve nos papéis de Belinda (Dido e Aeneas, H. Purcell), Bastienne (Bastien e Bastienne, W. A. Mozart) e Lauretta (Gianni Schicchi, G. Puccini). Como concertista, Catulli Carmina e Carmina Burana, de Carl Orff, pelo Departamento de Artes da Unicamp. Participou de masterclasses com Marília Vargas, Susan Ruggiero e Pamela Viktoria. Cursa bacharel em canto lírico na Unicamp sob orientação de Luciano Simões. No teatro, trabalhou com Rubens Teixeira, Iacov Hillel e Abílio Guedes.

Neusa Romano – Bruxa
Luciana Andrade – Cinderela
Fábio Visconde – Narrador e Homem Misterioso
Daniela Cury – Mãe do João
Simone Luiz – Mãe da Cinderela e Vovózinha

SERVIÇO – INTO THE WOODS
Local: Teatro Brigadeiro
Endereço: Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 884
Site: http://www.teatrobrigadeiro.com.br
Telefone para informações: (11) 3115-2637
Bilheteria: (11) 3107-5774 e site http://www.ingresso.com.br
Temporada: de 20 de agosto até 28 de novembro
Sessões: quinta-feira, às 21h; sexta-feira, às 21h30; sábado, às 21h; e domingo, às 18h
Duração do espetáculo: 2h30 com 15 minutos de intervalo
Classificação etária: livre. Menores de 12 anos somente acompanhados dos pais
Capacidade teatro: 700 lugares
Abertura da casa: 1h antes do espetáculo
Patrocínio: Net
Estacionamento: o teatro não possui estacionamento próprio.
Acesso para deficientes / Ar condicionado
Preços: quinta-feira e domingo R$90, sexta-feira e sábado R$ 110





Musical Gypsy em São Paulo

16 07 2010

O produtor teatral David Merrick folheava a revista Harper’s quando ficou boquiaberto com um artigo: era um capítulo do livro de memórias da lendária stripper Gypsy Rose Lee, publicado naquele mesmo ano de 1957. Trata-se de uma história extraordinária, sobre a menina que, ao lado da irmã, era empurrada pela mãe obsessiva para uma improvável carreira de sucesso no teatro de vaudeville, mas, por conta das circunstâncias, tornou-se famosa em “shows para adultos”.

De posse do material, Merrick convocou uma trinca de ouro (o escritor Arthur Laurents, o diretor e coreógrafo Jerome Robbins e o compositor Stephen Sondheim), que já grafara seu nome na história da Broadway dois anos antes com o clássico West Side Story, para criar um grande musical. Assim nasceu Gypsy, que se tornou eterno já em sua estreia em 1959 e cuja versão nacional chega ao Teatro Alfa, em São Paulo, a partir do dia 23, em uma realização da Aventura Entretenimento.

“Era um clássico que há anos pretendíamos montar no Brasil”, conta o diretor Charles Möeller, responsável pela montagem ao lado de Claudio Botelho. “E, por se tratar de um dos maiores espetáculos da história da Broadway, encaramos como o maior desafio da nossa carreira.”

Não é exagero – durante cerca de três horas, a trajetória da mãe e suas duas filhas em busca do glamour é pano de fundo para apresentar a profunda mudança de perfil do show biz americano durante a Grande Depressão, iniciada nos anos 1930, quando o vaudeville e seus espetáculos mais ingênuos perderam espaço para o burlesco, com seu traço mais erótico.

Curiosamente, essa modificação não é revelada com a ascensão de Gypsy, a menina sem graça que se transforma na mulher que passa a ter os homens a seus pés, mas a partir da trajetória da inescrupulosa matriarca, Mamma Rose, cujo sonho de glamour para as filhas se transforma em frustração. É justamente esse detalhe que foi decisivo na carreira do musical – para o temido crítico de teatro do New York Times, Frank Rich, Gypsy seria “a resposta do teatro americano a Rei Lear, de Shakespeare”.

Para ele, se Lear vive uma relação conturbada com suas três filhas, Mamma Rose (aqui interpretada por Totia Meirelles) não se cansa até transformar uma de suas filhas – inicialmente June (Renata Ricci) e, depois, Louise/Gypsy (Adriana Garambone) – em uma grande estrela do teatro de variedades. E, no final, tal qual Lear, a mãe sente-se abandonada.

Para representar um furacão como Mamma Rose, portanto, era preciso uma atriz de qualidades elásticas. Na estreia americana, em 1959, a dinastia foi iniciada pela voz potente de Ethel Merman, seguida de Angela Lansbury, Rosalind Russell, Bette Midler, Tyne Daly, Bernadette Peters até chegar a Totia Meireles, surpreendente a cada segundo que está em cena.

Totia assume características das grandes personagens femininas da escrita mundial (o tormento de Blanche Dubois, o sonho frustrado de Bernarda Alba, a ambição de Lady Macbeth) para transformar Mamma Rose em um personagem sagrado.

“É uma mulher tragicômica, que permite ousadias na interpretação”, conta ela, que precisou fazer corrida e a musculação para garantir o fôlego necessário para as canções e o turbilhão de frases disparadas por Mamma Rose. “Mais que o físico, minha preocupação era com o cansaço vocal, pois temia chegar sem voz na apresentação de domingo à noite.”

Assim, começou a exercitar as cordas vocais a fim de mantê-las intactas até a última sessão da semana – e, durante a temporada de sucesso no Rio, Totia não decepcionou nenhuma vez, a ponto de ser indicada para o prêmio de Shell de teatro na categoria de atriz, junto de Marcelo Pies (figurino) e a dupla Flávio Salles e Janice Botelho (remontagem, adaptação e criação das coreografias).

Gypsy – Teatro Alfa (Rua Bento Branco de Andrade Filho). Tel. (011) 5693-4000. Quinta, 21h; sexta, 21h30; sáb., 20h; dom., 17h. R$ 60/R$ 140. Estreia dia 23/07.

Fonte: IG Último Segundo








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