Jorge Takla Prepara A Corte Para Rei Do Sião

22 12 2009

Hoje foi publicado no Estadão (Caderno 2) uma matéria sobre os bastidores do musical “O Rei e Eu” de Jorge Takla, com estréia prevista em Fevereiro de 2010 em São Paulo. Abaixo você confere trechos da matéria com o diretor.

É forte o impacto provocado pela visão da tela de 15 metros de largura por 9 de altura, a primeira com a qual o visitante se depara em um dos imensos galpões onde vem sendo preparados a cenografia e os adereços do musical O Rei e Eu, dirigido por Jorge Takla, com estreia prevista para fevereiro no Teatro Alfa. O que atrai o olhar, percebe-se aos poucos, não é apenas a beleza da pintura, a combinação de cores, o movimento das dançarina tailandesas. Há mais do que isso. De perto é possível observar, por cima da tinta, um bordado, o que imprime ao quadro uma textura que surte efeito sobre a percepção.

“A pintura foi feita à mão, na juta, e o bordado serve para dar volume“, explica Jorge Takla. Numa outra lateral, uma cidade começa a esboçar-se sobre mais um telão de iguais dimensões. É Bangcoc, capital da Tailândia, país que corresponde hoje ao Reino do Sião. Quem viu o famoso filme O Rei e Eu, com Yul Brunner, sabe que logo na primeira cena a professora Anna chega ao Sião, em 1864, de barco, com seu filho Louis. Não será diferente no palco e a embarcação vai chegar tendo ao fundo a imagem da cidade que surge em cores sobre o tecido.


Nesse galpão, situado no bairro do Jaguaré, diante dos dois telões, chega a parecer injusto que o espectador não possa passar por ali antes da estreia. Afinal, terá de apreciá-los no palco, o olhar dividido entre os atores – 70 ao todo, sendo 40 adultos e 30 crianças que se revezam em grupo de 15 a cada apresentação – os mais de 500 figurinos, além dos muitos objetos cenográficos. Ali, na solidão e no silêncio do galpão, os desenhos certamente têm uma força ímpar.

“Serão cinco telões ao todo e depois de algumas noites sem dormir chegamos a essas imagens”, diz o diretor. Com esse plural ele se refere a Marcos Sachs, que assina criação e confecção das telas. Nesse galpão pode ser visto ainda um Buda de seis metros, ainda em branco. Há uma longa discussão sobre o tom exato de dourado que a escultura deve ganhar. “Não pode ficar parecendo alegoria de escola de samba”, diz Takla. E logo se apressa em esclarecer. “Nada contra elas, pelo contrário, podem ser belíssimas. Mas a função é outra. Num desfile, uma imagem de Buda informa sobre uma determinada cultura ou religião. “Já essa escultura está na sala do trono há várias dinastias. O público tem de sentir isso, a ação do tempo sobre ela.” Exagero?

“De jeito algum. O espetáculo trata de um choque cultural”, diz. Isso se dá pelo atrito da inglesa Anna com o rei do Sião. “É preciso ser cuidadoso com o excesso de dourado que, ao nosso olhar ocidental, pode parecer cafona.”

Informações Técnicas:
70 Intérpretes: Tuca Andrada (Rei) e Claudia Netto (Anna) ensaiam num elenco de 40 adultos e 30 crianças
25 Músicos: Sob direção do maestro Jamil Maluf executam a trilha regidos por Vânia Pajares
32 Técnicos: Criam a cenografia em 2 galpões de 950 metros quadrados
500 Figurinos: Assinados por Fábio Namatame buscam retratar o fausto da corte
12 Cenários: Criados pela premiada Duda Arruk
5 Telões: Desenhados por Marcos Sachs, com 15m x 9m

Clique aqui para acessar o site oficial da produção no Brasil. www.oreieeu.com.br

Fonte: Estado de São Paulo (Caderno 2)


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