Gypsy Brasil

30 04 2010

Antes de Dita Von Teese, a glamazon americana que namora roqueiros e estampa editoriais fashion, houve Gypsy Rose Lee. Pense em Marilyn Monroe saindo do bolo para Kennedy, em Rita Hayworth encoberta pelo glamour de Gilda ou em Madonna em “Dick Tracy”. É possível que você identifique nas três – construídas a partir do estereótipo de pin-up à la Jessica Rabbit – os elementos popularizados por esta stripper que chacoalhou os cabarés americanos nos anos 40. E que, a partir de hoje, vai chacoalhar o palco do Teatro Villa-Lobos com a estreia de “Gypsy”.

Gypsy talvez tenha sido a primeira pin-up de um mundo que nem lembra direito o que elas foram e nem imagina que alguém já tenha se deslumbrado com um joelho ou pedaço de coxa – opina Botelho.

Baseado na autobiografia de Gypsy Rose Lee, lançada nos Estados Unidos em 1957, o espetáculo foi montado pela primeira vez na Broadway em 1959, por um time de bambas. As músicas são de Jule Styne, o texto é de Arthur Laurents, as letras, de Stephen Sondheim, e a coreografia, de Jerome Robbins – os três últimos assinam juntos “West Side Story”.

Os três transformaram a história de uma menina sem graça que virou referência de glamour num espetáculo considerado por especialistas um dos maiores clássicos do gênero. O temido crítico teatral Frank Rich, do “The New York Times”, por exemplo, escreveu que “Gypsy” seria “a resposta do teatro americano a ‘Rei Lear“, de Shakespeare. A comparação é simples: se Lear vive uma relação conturbada com suas três filhas no clássico do Bardo, a inescrupulosa matriarca Mama Rose (interpretada nesta montagem pela atriz Totia Meirelles) não se deixa deter até transformar uma de suas filhas – inicialmente June (Renata Ricci) e, depois, Louise/Gypsy (Adriana Garambone) – numa grande estrela do teatro de variedades. Não saiu exatamente como planejado, mas…

Acostumados a superproduções, Möeller e Botelho cortaram um dobrado com a grandiosidade de “Gypsy” e suas dezenas de figurinos, cenários e atores. Uma saga e tanto, que exigiu oito semanas de ensaios, quando “ser caxias foi fundamental”, nas palavras de Möeller: “Para fazer musicais com grande estrutura é preciso ser extremamente disciplinado, senão a gente é tragado pelos prazos.”

Botelho, diretor musical e responsável pela versão brasileira das canções, conta que a transposição da atmosfera correta das músicas originalmente escritas em inglês prossegue ao longo dos ensaios. “Algumas palavras são modificadas até o último momento antes da estreia” – explica o diretor, que traz no currículo versões de musicais igualmente clássicos como “A Noviça Rebelde” e “O Fantasma da Ópera”.

Serviço:
Estreia dia 30 de abril
Temporada de 30 de abril a 27 de junho
De quinta e sexta, às 21h. Sábados, 19h. Domingos, às 18h.
Teatro Villa-Lobos
Av. Princesa Isabel, 440 – Copacabana. Tel: 2334-7153.
Ingressos (temporada) a R$ 60 (qui), R$ 70 (sex) e R$ 80 (sáb/dom).
Lotação: 463 lugares
Duração: 150 minutos (com intervalo)
Classificação etária: 10 anos

Fonte: O Globo (por Ronald Villardo)

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