Despertar da Primavera volta a SP

13 05 2010

Depois de anunciado que o espetáculo sairia de cartaz em Maio, muitos fãs garantiram seus ingressos nas últimas semanas do espetáculo. Recentemente a produção divulgou que devido ao grande sucesso em São Paulo, o musical “O Despertar da Primavera” volta em cartaz para uma despedida de 2 meses (Junho e Julho).

Prova do sucesso, são os 3 prêmios que o musical recebeu pela APTR (Associação de Produtores de Teatro do Rio de Janeiro), na noite desta segunda, 10/05.

O júri, formado por Barbara Heliodora, Lionel Fischer, Macksen Luiz, Mauro Ferreira e Tânia Brandão, premiou Paulo César Medeiros pela Iluminação, Rogério Falcão pelo cenário (ao lado de Bia Junqueira, por Na Solidão dos Campos de Algodão) e Rodrigo Pandolfo, como ator coadjuvante.

Segundo o ator Gabriel Falcão, do elenco do ‘Despertar’, Pandolfo e Paulinho fizeram discursos emocionadíssimos, e Rogério (que não pôde estar presente) foi representado por Marcelo Claret, que também concorria com o Desenho de Som, na Categoria Especial.

Para aqueles que não tiveram a oportunidade de assistir a montagem, poderão conferir em breve em São Paulo assim que as informações da nova temporada forem divulgadas.





Rodrigo Pandolfo na HBO

28 04 2010

O sucesso do musical “O Despertar da Primavera” não é o suficiente para o ator Rodrigo Pandolfo, que interpreta o suicida Moritz na peça, ainda em cartaz em São Paulo. Pandolfo vai estrear em setembro seu primeiro projeto na TV, a série “Mulher de Fases”, da HBO.

“Esta é a primeira série de humor produzida pela HBO, e eu estou muito feliz em participar deste projeto. A história é basicamente sobre uma mulher que busca o amor em vários tipos de homens diferentes”, contou ele ao Famosidades (http://twitter.com/Famosidades).

O personagem dele, Gilberto, é bem diferente de Moritz, que ele vive em “O Despertar da Primavera”.

“O Gilberto é o ex-marido, garanhão, bem cômico, e vai fazer de tudo para tê-la de volta. Vai fazer der tudo mesmo!”, acrescentou.

A série terá 13 capítulos, e é baseada no livro “Louca Por Homem”, da escritora Claudia Tajes.

Fonte: Juliana Lisboa (MSN Entretenimento)





FlashMob – Despertar da Primavera

26 04 2010

Diversas pessoas caminham pela Av. Paulista diariamente seguindo sua rotina diária, a única diferença é que um grupo dessas pessoas resolve interpretar temas do musical “O Despertar da Primavera” aleatoriamente. A cada música, mais e mais pessoas se juntam em passos ensaiados causando um impacto no quarteirão. Loucura? Não… FlashMob.

A tradução para o termo seria algo como “multidão a jato” ou “multidão instantânea”. Mas, o que é? Muitas pessoas combinam de se encontrar em um lugar público e fazer uma apresentação inusitada e sem sentido aparente. O primeiro Flash Mob que se tem notícia aconteceu em 2003, cerca de 100 pessoas entraram repentinamente em uma loja em Manhattan e ficaram em volta de um tapete específico. Outra manifestação dessas aconteceu na Central Station, importante estação ferroviária de NY na qual uma multidão se aglomerou, aplaudiram por 15 segundos e repentinamente sumiram tão rapidamente quanto entraram.

Flash Mob não é uma manifestação comum, como uma passeata, piquete, etc. Em geral são organizados pela internet, com pessoas que nunca se viram pessoalmente ou mesmo que tenham se falado online, com o simples intuito de chamar atenção a um projeto ou causa social. Esse tipo de manifestação já foi usada como forma de protesto.

Clique aqui e confira o FlashMob realizado no MASP na Avenida Paulista pelos fãs do musical.

Fonte: Imho e FlashMob Despertar





Despertar da Primavera Chega a SP

9 03 2010

Há cerca de três anos estreou na Broadway a adaptação musical da peça de Frank Wedekind, de 1891, “O Despertar da Primavera”. Sucesso nos EUA até hoje, esse musical foi praticamente copiado em termos das músicas e cenários nessa versão para os palcos brasileiros. Seria lugar comum criticar o espetáculo com uma lente de aumento que revelasse simplesmente seu aspecto americano, de musical do Off-broadway e depois da Broadway.

Vou fazer diferente, impactado pela emocionante versão dirigida pela reconhecidamente talentosa dupla Moeller e Botelho, escrevo sobre um espetáculo fascinante, que emociona o público com sua temática atual e perfeição formal. A primeira peça e também a de maior sucesso do dramaturgo Wedekind, que influenciou Bertold Brecht, retrata a vida dos adolescentes Melchior, Moritz e Wendla, na Alemanha do século XIX. No seu processo de descoberta do amor e do sexo, os jovens batem de frente com uma sociedade conservadora, que não permite sequer o diálogo sobre as questões sexuais.

A paixão de Wendla e Melchior é condenada pela escola e pelas respectivas famílias, que culpam o rapaz pela morte de seu amigo Moritz. Melchior, um brilhante aluno, de rara inteligência e beleza, é expulso da escola e condenado ao reformatório por ter escrito um tratado de dez páginas, que, com seu conteúdo erótico, teria influenciado o destino trágico de seu melhor amigo. O texto possui uma atualidade perturbante, por mostrar a perspectiva dos adolescentes frente a uma sociedade que busca, de forma hipócrita, formatá-los e moldá-los à sua imagem: o que é diferente, singular, deve ser transformado para fazer parte de um projeto social que prima pela repressão, militarismo e aposta na violência e na ignorância para educar os jovens da Alemanha do oitocentos.


Com uma temática que foca a descoberta do corpo e das sensações, bem como do lado obscuro que faz parte da nossa mente, o texto possui elementos impressionistas e expressionistas, evocando uma atmosfera perturbadora, criada por imagens sombrias e mesmo ingênuas. O musical de Steven Sater, na sua versão brasileira, possui um inegável cuidado estético. Os figurinos de Marcelo Pies são muito bem elaborados, com destaque para os vestuários masculinos. O cenário, de Rogério Falcão (aqui não sabemos o que é original e o que foi reproduzido do original), evoca tanto a Bauhaus como o expressionismo de um Gabinete do Doutor Caligari. A coreografia de Alonso Barros se adequa perfeitamenta à música de Duncan Sheik, supervisionada por Claudio Botelho: Um Rock tocado pela banda, ao vivo no palco. A iluminação, bem como a qualidade do som captado pelos microfones quase invisíveis, também são de primeira, acompanhando a desenvoltura do elenco, muito jovem e uniformemente bem trabalhado. Os destaques individuais são Rodrigo Pandolfo, como Moritz, Pierre Baitelli, no papel de Melchior, e a sublime Letícia Colin, interpretando Ilse. Eduardo Semerjian faz uma série de personagens adultos, com sutileza e qualidade. O primeiro ato da peça é mais desenvolto que o segundo, um pouco arrastado, principalmente pelo canto um pouco americanizado de alguns solos. A cena do cemitério possui rara beleza, e fica marcada como um acontecimento especial, seja pela teatralidade ou pela beleza dos seus efeitos especiais.

O DESPERTAR DA PRIMAVERA
Música de Ducan Sheik
Texto e Letras de Steven Sater
Baseado na obra de Frank Wedekind

DIREÇÃO – Charles Möeller
VERSÃO BRASILEIRA – Claudio Botelho
DIREÇÃO MUSICAL – Marcelo Castro
COREOGRAFIA – Alonso Barros
CENÁRIO – Rogério Falcão
FIGURINOS – Marcelo Pies
VISAGISMO – Beto Carramanhos
DESIGN DE LUZ – Paulo César Medeiros
DESIGN DE SOM – Marcelo Claret
COORDENAÇÃO ARTÍSTICA – Tina Salles
PRODUTOR EXECUTIVO – Luiz Calainho
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO – Aniela Jordan, Beatriz Secchin Braga, Monica Athayde Lopes

ELENCO:
Malu Rodrigues, Letícia Colin, Pierre Baitelli, Rodrigo Pandolfo, Thiago Amaral, Débora Olivieri, Eduardo Semerjian, Alice Motta, André Loddi, Bruno Sigrist, Clara Verdier, Danilo Timm, Davi Guilhermme, Eline Porto, Estrela Blanco, Felipe de Carolis, Felipe Tavolaro, Laura Lobo, Lua Blanco, Mariah Viamonte, Thiago Marinho

SERVIÇO

O Despertar da Primavera
Teatro Sergio Cardoso
Rua Rui Barbosa, 153 – Bela Vista
Tel: (11) 3288-0136
Estreia dia 12 de março até 2 de maio

Quintas, sextas e sábados, às 21h.
Domingos, às 18h.

Ingressos a R$ 60.
Classificação etária: 14 anos

Fonte: Opinião e Notícia





Download CD – O Despertar da Primavera

8 02 2010

A Aventura Entretenimento está disponibilizando o download gratuito do CD de “O Despertar da Primavera“.

É uma bela oportunidade que muitos fãs que não puderam comprar o CD na lojinha do Villa-Lobos terão para ouvir a trilha sonora brasileira do musical que conquistou o Rio.

Acesse agora a página de Download do CD do Despertar, faça seu cadastro e baixe as músicas gratuitamente.

Acesse aqui a página de download.

Fonte: Moeller & Botelho





O Despertar da Primavera

5 02 2010

Há cerca de três anos estreou na Broadway a adaptação musical da peça de Frank Wedekind, de 1891, “O Despertar da Primavera”. Sucesso nos EUA até hoje, esse musical foi adaptado nessa versão para os palcos brasileiros.

Impactado pela emocionante versão dirigida pela reconhecidamente talentosa dupla Moeller e Botelho, é um espetáculo fascinante, que emociona o público com sua temática atual e perfeição formal. A primeira peça e também a de maior sucesso do dramaturgo Wedekind, que influenciou Bertold Brecht, retrata a vida dos adolescentes Melchior, Moritz e Wendla, na Alemanha do século XIX. No seu processo de descoberta do amor e do sexo, os jovens batem de frente com uma sociedade conservadora, que não permite sequer o diálogo sobre as questões sexuais.

A paixão de Wendla e Melchior é condenada pela escola e pelas respectivas famílias, que culpam o rapaz pela morte de seu amigo Moritz. Melchior, um brilhante aluno, de rara inteligência e beleza, é expulso da escola e condenado ao reformatório por ter escrito um tratado de dez páginas, que, com seu conteúdo erótico, teria influenciado o destino trágico de seu melhor amigo.

O texto possui uma atualidade perturbante, por mostrar a perspectiva dos adolescentes frente a uma sociedade que busca, de forma hipócrita, formatá-los e moldá-los à sua imagem: o que é diferente, singular, deve ser transformado para fazer parte de um projeto social que prima pela repressão, militarismo e aposta na violência e na ignorância para educar os jovens da Alemanha do oitocentos.


Com uma temática que foca a descoberta do corpo e das sensações, bem como do lado obscuro que faz parte da nossa mente, o texto possui elementos impressionistas e expressionistas, evocando uma atmosfera perturbadora, criada por imagens sombrias e mesmo ingênuas. O musical de Steven Sater, na sua versão brasileira, possui um inegável cuidado estético. Os figurinos de Marcelo Pies são muito bem elaborados, com destaque para os vestuários masculinos. O cenário, de Rogério Falcão (aqui não sabemos o que é original e o que foi reproduzido do original), evoca tanto a Bauhaus como o expressionismo de um Gabinete do Doutor Caligari. A coreografia de Alonso Barros se adequa perfeitamenta à música de Duncan Sheik, supervisionada por Claudio Botelho: Um Rock tocado pela banda, ao vivo no palco. A iluminação, bem como a qualidade do som captado pelos microfones quase invisíveis, também são de primeira, acompanhando a desenvoltura do elenco, muito jovem e uniformemente bem trabalhado.

Os destaques individuais são Rodrigo Pandolfo, como Moritz, Pierre Baitelli, no papel de Melchior, e a sublime Letícia Colin, interpretando Ilse. Carlos Gregório faz uma série de personagens adultos, com sutileza e qualidade. O primeiro ato da peça é mais desenvolto que o segundo, um pouco arrastado, principalmente pelo canto um pouco americanizado de alguns solos. A cena do cemitério possui rara beleza, e fica marcada como um acontecimento especial, seja pela teatralidade ou pela beleza dos seus efeitos especiais.

Site Oficial: www.despertarprimavera.com.br
Fonte: Francisco Taunay