“O Rei e Eu” Ganha Versão Brasileira

26 02 2010

Após sucessos como A Bela e a Fera, O Fantasma da Ópera e A Noviça Rebelde, a capital paulista receberá, no sábado (27), a temporada de mais um grandioso musical adaptado da Broadway. No Teatro Alfa, estreia O Rei e Eu, estrelado pelos atores Tuca Andrada e Claudia Netto.

A peça se passa em 1864, quando o rei do Sião (atual Tailândia) contrata Anna Leonowens, uma professora de origem inglesa, para cuidar dos seus quase 70 filhos. O choque cultural entre oriente e ocidente vai dar margem para conflitos que envolvem preconceito, escravidão, política. No entanto, em meio a esse atribulado cenário, haverá espaço também para florescer o amor.

A requintada versão brasileira traz, além dos dois atores e mais um elenco fixo de mais de 10 atores, dezenas de figurantes e uma orquestra composta por 22 músicos.\

Com direção geral de Jorge Takla e direção associada e coreográfica de Tânia Nardini, O Rei e Eu foi minuciosamente trabalhado. Desde os figurinos (de Fábio Nataname) à maquiagem (de Duda Molinos), a peça consumiu mais de seis meses de trabalho.

A coreógrafa e co-diretora Tânia Nardini teve grande participação no processo. “Eu estive na Tailândia para pesquisar o gestual e comportamento dos orientais, assisti a espetáculos modernos e tradicionais e descobri que era preciso trazer a delicadeza, mas com a essência do teatro oriental, que é de grande força gestual”, disse a coreógrafa.

Tânia e Takla contam que, para a produção não correr o risco de criar algo caricato, o trabalho do maquiador Duda Molinos e do estilista Fábio Namatame, responsável pelo figurino, foi fundamental. “O Takla me deixou à vontade para eu não me ater à realidade, tomando cuidado para não transformar os orientais em caricaturas e sim em uma representação”, disse o maquiador.

Nesse trabalho em dupla, que inclui maquiagens trabalhadas e figurinos requintados, os atores tiveram um grande trabalho de cena. Claudia Netto (Anna) teve de se acostumar com as pesadas e pomposas roupas de sua personagem ocidental. “Eu e o Tuca tivemos de superar os obstáculos. Ele conciliando nossos ensaios com as gravações da novela Poder Paralelo (Record), e, eu, superando meus próprios obstáculos físicos”, comenta a atriz.

Luciana Bueno, que interpreta Lady Thiang, mãe do Rei, empresta ao espetáculo sua veia operística. Experiente em canto lírico, a atriz e cantora paranaense “dá maior dimensão à sua personagem, passando da voz falada à cantada sem medo“, segundo o diretor, que também não poupa elogios ao protagonista masculino. “Tuca Andrada se preparou com força e dedicação, pois era preciso compor um personagem com postura de rei, mas que dança, canta e exibe seu corpo de forma imponente“, afirmou Takla, sobre Andrada, que já atuou em produções musicais sobre Orlando Silva e Elza Soares.

O musical O Rei e Eu é baseado no romance de 1944 Anna e O Rei do Sião, escrito por Margaret London, que por sua vez retratou a história real da indiana de origem inglesa Anna Leonowens (1831-1915), tutora dos filhos do rei Mongkut, do Sião.

O livro teve vida longa nos palcos e também na telona e telinha. Chegou aos cinemas em 1946 em produção vencedora de dois Oscar e foi levado ao teatro, como musical, pela primeira vez por Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II – versão usada pela montagem brasileira -, estreando em março de 1951, na Broadway, com Yul Brynner (1920-1985) e Gertrude Lawrence (1898-1952) nos papéis principais. Ambos ganharam o Tony Awards – prêmio máximo do teatro americano – por suas performances.

Em 1956 a história ganhou nova versão para o cinema (a mais conhecida), com Brynner revivendo seu papel de rei do Sião e contracenado com a estrela Deborah Kerr, que interpretou Anna. O longa ganhou cinco Oscar, incluindo Melhor Ator. Brynner ainda viveu o rei do Sião em uma série de TV de 13 episódios, na década de 70.
Um outro revival estrelado pelo astro chinês Chow Yun-Fat e a atriz e diretora americana Jodie Foster foi lançado em 1999. Neste mesmo ano a história ganhou uma versão em desenho animado.

O Rei e Eu estreia sábado (27 de março), no teatro Alfa – rua Bento Branco de Andrade Filho, 722 – em São Paulo, onde permanece em cartaz até 8 de agosto.

Fonte: Terra Arte e Cultura






O Rei E Eu – Musical de Jorge Takla

3 02 2010

A superprodução dirigida por Jorge Takla e com direção musical do maestro Jamil Maluf é um espetáculo para toda a família. São 60 atores em cena, sendo 15 crianças, orquestra com 21 músicos, 500 luxuosos figurinos orientais e ocidentais e 10 cenários grandiosos. No elenco Tuca Andrada, no papel do Rei, Cláudia Netto, como a professora Anna e Luciana Bueno, interpretando Lady Thiang, mãe do príncipe herdeiro

A Takla Produções depois dos premiados musicais com sucesso de público e crítica como My Fair Lady e West Side Story apresenta pela primeira vez no Brasil o musical “O Rei e Eu”, de Richard Rodgers e Oscar Hammerstein II. A dupla mais genial da era de ouro do teatro musical americano nos anos de 1940 e 1950, criadores de musicais famosos como A Noviça Rebelde, South Pacific, Carousel e Oklahoma!, têm em seus currículos diversos prêmios, entre eles 15 Oscar.

“O Rei e Eu” se passa no Sião, atual Tailândia, em 1864 e conta, com bom humor, música contagiante, diálogos envolventes e um lindo clima de romance no ar, a história do poderoso e carismático Rei, que têm dezenas de esposas e mais de setenta filhos, e de Anna, professora britânica contratada para ensinar inglês e a cultura ocidental aos príncipes e princesas. Charmosa e voluntariosa, Anna encara com muitas dificuldades este choque de culturas, mas tenta impor suas ideias em relação às mulheres, ao preconceito, à política e ao amor.

O musical baseado no romance Anna e o Rei Sião, de Margaret Landon, também inspirou os filmes Anna e o Rei do Sião (1946) com Rex Harrison e Anna e o Rei (1999) com Jodie Foster, além da versão cinematográfica do musical, em 1956, que imortalizou Yul Brinner e foi vencedora de seis Oscar.

As reservas de vendas para grupos do espetáculo musical “O Rei e Eu” já estão disponíveis. Os horários das sessões para reservas são:

Sexta-feira, 21h30
Sábado, 17 horas e 21 horas
Domingo, 16 horas e 20 horas

Para mais informações sobre reservas para grupos pelo telefone (11) 3437 5308 ou fax (11) 3437 5310 e pelo email: grupos@takla.com.br.

Protagonistas do musical:

Tuca Andrada (Rei) atualmente é protagonista da novela Poder Paralelo, da TV Record. O ator também é conhecido do público por participações na minissérie Anos Rebeldes, da Rede Globo e em novelas como Da Cor do Pecado (Rede Globo) e Caminhos do Coração (TV Record). Participou de diversos musicais, entre os quais: O Beijo da Mulher Aranha, com direção de Wolf Maia e Orlando Silva, O Cantor das Multidões, de Antonio de Bonnis e Fátima Valença, pelo qual recebeu o prêmio Qualidade Brasil RJ/SP de melhor ator de musical.

Cláudia Netto (Anna) interpretará Linda Batista na minissérie Dalva e Herivelto, da Rede Globo, que estreia em janeiro de 2010. Ela também integrou o elenco de Negócio da China e da minissérie JK. Participou de diversos musicais, o mais recente Avenida Q, de Jeff Whytt e também atuou em outros como Company, de Stephen Sondheim e Na Bagunça do Teu Coração, de João Máximo e Chico Buarque, direção de Bibi Ferreira.

Luciana Bueno (Lady Thiang) considerada uma das mais destacadas cantoras líricas de sua geração atuou em diversas produções de óperas como Don Giovanni (Donna Elvira) e Il Bar biere di Siviglia, além de se apresentar no Royal Opera Canadá como Suzuki em Madame Butterfly. Entre seus trabalhos merece um destaque especial à sua interpretação como a cigana Carmen, na ópera de Bizet. No seu repertório sinfônico inclui participações como solista do Gloria de Vivaldi, Missa em Dó Menor de Mozart, Messias de Häend el, Requiem de Verdi, Nona Sinfonia de Beethoven e Lobgesang de Mendelssohn.

Montagem Brasileira

“O Rei e Eu” estreou nos Estados Unidos em 1951, no Teatro St. James, em Nova Iorque. A primeira montagem na Europa aconteceu em 1953, no Teatro Royal, Drury Lane, em Londres. Após essas encenações o espetáculo percorreu países do mundo inteiro. Ficou muitos anos em cartaz na Broadway.

As letras da versão brasileira são assinadas por Claudio Botelho, as coreografias por Tânia Nardini, os figurinos são criados por Fábio Namatame, os cenários por Duda Arruk e o visagismo por Duda Molinos.

Esse projeto cultural conta com o incentivo da Lei Rouanet.

Ficha técnica:

Música: RICHARD RODGERS
Letras: OSCAR HAMMERSTEIN II
Baseado no romance Anna e o Rei do Sião de MARGARET LANDON
Direção Musical: JAMIL MALUF
Direção Geral: JORGE TAKLA
Elenco: TUCA ANDRADA, CLÁUDIA NETTO, LUCIANA BUENO, LUCIANO ANDREY, BIANCA TADINI, MAURO SOUSA, DANIELA VEGA, UBIRACY BRASIL, ADALBERTO HALVEZ, ALESSANDRA VERTAMATTI, ALEXANDRA MANÓLIO, BIA CÂMARA, CINTIA TOMA KAWAHARA, DANIEL CALDINI, DRIKA TORRES,ERICA HIJO, FÁBIO BARRETO, FELIPE SACON, GABRIEL SPANO, GISELE GONÇALVES, GUILHERME PEREIRA,GUSTAVO LASSEN, JULIA DUARTE, JULIO OLIVEIRA KÁTIA GALASSO, LÍVIA MARTINS, LIZA MATSUDA, MARIANA ROSINSKI, MILENA LOPES, NEWTON SAIKI, PAULA MIESSA, PRISCILA SANCHES, RAQUEL HIGA, RENATO PIGNATARI, ROBERTO MARQUES, RODRIGO VICENTE, TATIANA TOYOTA e as crianças DANIEL PAULIN, RENAN CUISSE, BRIAN GOTO, CAROLINE FALSI, EVELLYN MARCONDES, GABRIELA CAMI SOTTI, GIULIA LEONALDO, ISABEL ALVES DE LIMA, ISABELA LEONALDO, ISABELA RANGEL, IZABELY TOMAZI, JOÃO VICTOR PEREIRA, JULIANE OLIVEIRA, JULIE KEI, KAROLLYNI PRATES, LARISSA LATORRE, LARISSA MURAI, LETÍCIA DOS SANTOS CARMO, MARCELO HIROAKI, MARIANA MARTINS, MATHEUS BRAGA, NAOKI KOGA, NAOKI TAKEDA, NICHOLAS TORRES, RAQUEL ROCHA, RICK CUISSE, THAYNARA BERGAMINI, THOMAS COSTA e VICTOR BIANCHINI
Design de Figurinos: FÁBIO NAMATAME
Design de Cenários: DUDA ARRUK
Visagismo: DUDA MOLINOS
Design de Luz: NEY BONFANTE
Design de Som: FERNANDO FORTES
Coreografia: TÂNIA NARDINI (Baseada na coreografia original de JEROME ROBBINS)
Direção de Arte: JULIANO SEGANTI
Direção de Produção: NOÊMIA DUARTE
Regência: VÂNIA PAJARES
Direção Associada:TÂNIA NARDINI
Versão Brasileira: CLAUDIO BOTELHO
Assessoria de Imprensa: MARRA ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO LTDA

Fonte: Portais da Moda





Jorge Takla Prepara A Corte Para Rei Do Sião

22 12 2009

Hoje foi publicado no Estadão (Caderno 2) uma matéria sobre os bastidores do musical “O Rei e Eu” de Jorge Takla, com estréia prevista em Fevereiro de 2010 em São Paulo. Abaixo você confere trechos da matéria com o diretor.

É forte o impacto provocado pela visão da tela de 15 metros de largura por 9 de altura, a primeira com a qual o visitante se depara em um dos imensos galpões onde vem sendo preparados a cenografia e os adereços do musical O Rei e Eu, dirigido por Jorge Takla, com estreia prevista para fevereiro no Teatro Alfa. O que atrai o olhar, percebe-se aos poucos, não é apenas a beleza da pintura, a combinação de cores, o movimento das dançarina tailandesas. Há mais do que isso. De perto é possível observar, por cima da tinta, um bordado, o que imprime ao quadro uma textura que surte efeito sobre a percepção.

“A pintura foi feita à mão, na juta, e o bordado serve para dar volume“, explica Jorge Takla. Numa outra lateral, uma cidade começa a esboçar-se sobre mais um telão de iguais dimensões. É Bangcoc, capital da Tailândia, país que corresponde hoje ao Reino do Sião. Quem viu o famoso filme O Rei e Eu, com Yul Brunner, sabe que logo na primeira cena a professora Anna chega ao Sião, em 1864, de barco, com seu filho Louis. Não será diferente no palco e a embarcação vai chegar tendo ao fundo a imagem da cidade que surge em cores sobre o tecido.


Nesse galpão, situado no bairro do Jaguaré, diante dos dois telões, chega a parecer injusto que o espectador não possa passar por ali antes da estreia. Afinal, terá de apreciá-los no palco, o olhar dividido entre os atores – 70 ao todo, sendo 40 adultos e 30 crianças que se revezam em grupo de 15 a cada apresentação – os mais de 500 figurinos, além dos muitos objetos cenográficos. Ali, na solidão e no silêncio do galpão, os desenhos certamente têm uma força ímpar.

“Serão cinco telões ao todo e depois de algumas noites sem dormir chegamos a essas imagens”, diz o diretor. Com esse plural ele se refere a Marcos Sachs, que assina criação e confecção das telas. Nesse galpão pode ser visto ainda um Buda de seis metros, ainda em branco. Há uma longa discussão sobre o tom exato de dourado que a escultura deve ganhar. “Não pode ficar parecendo alegoria de escola de samba”, diz Takla. E logo se apressa em esclarecer. “Nada contra elas, pelo contrário, podem ser belíssimas. Mas a função é outra. Num desfile, uma imagem de Buda informa sobre uma determinada cultura ou religião. “Já essa escultura está na sala do trono há várias dinastias. O público tem de sentir isso, a ação do tempo sobre ela.” Exagero?

“De jeito algum. O espetáculo trata de um choque cultural”, diz. Isso se dá pelo atrito da inglesa Anna com o rei do Sião. “É preciso ser cuidadoso com o excesso de dourado que, ao nosso olhar ocidental, pode parecer cafona.”

Informações Técnicas:
70 Intérpretes: Tuca Andrada (Rei) e Claudia Netto (Anna) ensaiam num elenco de 40 adultos e 30 crianças
25 Músicos: Sob direção do maestro Jamil Maluf executam a trilha regidos por Vânia Pajares
32 Técnicos: Criam a cenografia em 2 galpões de 950 metros quadrados
500 Figurinos: Assinados por Fábio Namatame buscam retratar o fausto da corte
12 Cenários: Criados pela premiada Duda Arruk
5 Telões: Desenhados por Marcos Sachs, com 15m x 9m

Clique aqui para acessar o site oficial da produção no Brasil. www.oreieeu.com.br

Fonte: Estado de São Paulo (Caderno 2)