Paulo Szot Ovacionado no Metropolitan

15 03 2010

Crítica especializada julgou como esplêndida a estreia do barítono Paulo Szot na ópera O Nariz.

A apresentação de estreia do barítono brasileiro Paulo Szot no Metropolitan Opera House, em Nova York, foi muito bem recebida pela critica e pelo público. Interpretando Kovaliov no papel principal da ópera O Nariz, de Shostakovich, Szot impressionou a plateia na noite de sexta-feira, 5, e arrancou elogios da mídia internacional.

“O barítono Paulo Szot atuou com energia e cantou sonoramente como Kovaliov. Brasileiro, mas descendente de poloneses, ele fez grande sucesso como Emile de Becque no musical South Pacific no Lincoln Center Theater e irá cantar Don Giovanni em Dallas na próxima temporada”, afirma o site do jornal The Dallas Morning News.

Já o crítico da agência de notícias Associated Press afirma que Szot fez uma estreia “esplêndida”. Segundo a agência, ele interpretou a ridícula situação do seu personagem (que um dia acorda sem nariz) com grande seriedade, conduzindo uma montanha-russa de emoções que iam do descrédito ao desespero e à depressão.

A sua cantoria, afirmou a crítica, foi afável e forte, exceto por algumas poucas vezes em que sua voz moderada foi “engolida” pelo som da orquestra. Szot revelou-se um dos melhores cantores líricos brasileiros ao aportar em Nova York anos atrás para participar do musical South Pacific, na Broadway. O sucesso foi estrondoso – e coroado pelo prêmio Tony, o mais importante do teatro americano. Surgiu, então, o convite para a estreia no Metropolitan.

O desafio não foi pequeno. O Nariz é uma das novas produções da casa, assinada pelo artista plástico sul-africano William Kentridge; é a primeira vez que a ópera é feita nos EUA; e, à frente da orquestra, estará o grande maestro russo da atualidade, Valery Gergiev.

A ópera é baseada na peça de mesmo nome de Nicolai Gogol. Kovaliov acorda sem nariz, que, segundo “acontecimentos de inaudita estranheza”, vai parar na mesa de café da manhã do barbeiro Ivan Iákovlevitch.

Após O Nariz, Szot embarca para a Europa: na Espanha, canta Carmen com Zubin Mehta; e, na França, faz sua estreia na Ópera de Paris com Cosi Fan Tutte, de Mozart, velho companheiro.

Fonte: Cens@net (Com colaboraçao de João Luiz Sampaio)





Paulo Szot Estréia no Metropolitan

5 03 2010

Com o início das transmissões para o Brasil das óperas do Metropolitan de Nova York, o anúncio da nova temporada do teatro ganhou interesse especial para nós. Mas, na programação 2009/2010, que acaba de ser lançada, há outro detalhe interessante – o barítono brasileiro Paulo Szot, que no ano passado recebeu o Tony de melhor ator pelo espetáculo “South Pacific”, apresentado na Broadway, fará sua estreia no MET, interpretando Kovalyov, em “O Nariz”, ópera de Shostakovich.

A montagem é uma das novas produções do Met e será dirigida pelo maestro Valery Gergiev. Outro destaque – o tenor Plácido Domingo vai mudar de registro vocal e, como barítono, fará o papel-título de Simon Boccanegra, de Verdi.

Após “O Nariz”, Szot embarca para a Europa. Na Espanha canta “Carmem” com Zubin Mehta; e na França, faz sua estréia na Ópera de Paris com “Cosi Fan Tutte” de Mozart, velho companheiro. “Quero estar sempre cantar Mozart. Em suas óperas a gente sempre se diverte muito e é isso que é importante, se divertir no palco não é?”





Paulo Szot

20 12 2009

Paulo Szot é um ator e cantor lírico brasileiro que atualmente trabalha na Broadway. Em junho de 2008 recebeu o Tony Award, premiação máxima do Teatro Musical nos Estados Unidos por sua papel como Emile de Becque no musical South Pacific.

Nascido na capital paulista e criado na vizinha Ribeirão Pires, iniciou sua educação musical aos cinco anos de idade, com aulas de piano, às quais somaram-se aulas de violino e balé clássico. Szot tinha, originalmente, a intenção de seguir uma carreira de bailarino, porém após uma contusão no joelho, aos 21 anos de idade, passou a se dedicar exclusivamente ao canto.

Estudou como bolsista na Universidade Jaguelônica, na Polônia, país do qual seus pais haviam emigrado para o Brasil depois da Segunda Guerra Mundial e começou a cantar profissionalmente em 1990 com o Conjunto Nacional de Canto e Dança “Śląsk”. Posteriormente, fez sua estréia operística como cantor profissional numa produção do Barbeiro de Sevilha, no Teatro Municipal de São Paulo, em 1997.

Desde então, já se apresentou com a New York City Opera, Palm Beach Opera, Metropolitan Opera, Canadian Opera Company, Teatro Liceu de Barcelona, Opéra de Bordeaux, Opéra de Marseille, Opéra de Nice, e a Vlaamse Opera, entre outras, executando obras como L’elisir d’amore, La bohème, Don Giovanni, Cavalleria rusticana, I pagliacci, Carmen, Così fan tutte, Le nozze di Figaro e Maria Golovin.

Recentemente passou a se dedicar aos musicais; sua performance em South Pacific, em cartaz na Broadway, foi muito elogiada pela crítica. Paulo Szot ganhou os prêmios Drama Desk Award de Melhor Ator em Musical, Outer Critics Circle Award de Melhor Ator em Musical e o Tony Award de Melhor Performance de Ator Principal em Musical, e foi indicado para o Drama League Award por Performance de Destaque.

Prêmios:
2000: Prêmio Carlos Gomes por Melhor performance vocal
2008: Outer Critics Circle Award por Ator de Destaque em Musical – South Pacific
2008: Theatre World Award South Pacific
2008: Drama Desk Award por Ator de Destaque em Musical – South Pacific
2008: Tony Award por Melhor Ator em Musical – South Pacific

Indicações:
2008: Drama League Award por Performance de Destaque – South Pacific
2008: Audience Award por Performance Masculina de Destaque Favorita – South Pacific

Clique aqui para assistir Paulo recebendo o Tony de melhor ator em 2008.